Sobre o dia Internacional da Mulher e o Reino de Deus

No dia onze de março, tivemos um momento de oração e reflexão pela passagem do Dia Internacional da Mulher no intervalo das aulas do Seminário Metodista César Dacorso Filho. Na ocasião, os professores Levy Bastos e Alessandra Viegas trouxeram uma pequena palavra e o Bispo Paulo Lockmann ministrou sobre professores/as e alunos/as em oração.

O professor Levy Bastos pontuou a gravidade da situação das mulheres no Brasil que ainda sofrem violência quotidianamente, seja no ambiente familiar, sejam as outras formas de violência multifacetadas e expressas no âmbito econômico  e social. Para ele, não se pode negar os grandes avanços dos últimos anos, como a Lei Maria da Penha, mas ainda há muito que fazer para que as mulheres brasileiras tenham direitos iguais aos dos homens e não estejam sob risco em sua dignidade. Ele também reafirmou a importância das mulheres na Igreja. Bispas, Pastoras, leigas e estudantes de teologia, têm sido de valor inestimável para a vida da Igreja.  Elas têm ajudado a manter atenta a Igreja ante aos grandes desafios missionários do tempo presente. Mulheres trazem uma sensibilidade própria, que nos ajudam a ver mais claramente o rosto terno de Deus.

A professora Alessandra trouxe uma reflexão acerca de Mateus 7,12: “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas” e de Mateus 22,36-40: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? Respondeu Jesus: ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”.

A Lei e os Profetas ganham em Jesus uma nova hermenêutica – a do amor via Reino de Deus. Amar e respeitar o próximo e fazer a ele como queremos que seja feito a nós é princípio desse Reino. Seja esse próximo ou próxima. Dessa forma, amar as mulheres e respeitar seu direito de ir e vir com segurança, ou de receber salário equiparado ao do homem se o cargo é o mesmo na empresa são, por exemplo, manifestações de quem tem fome e sede de justiça. De quem pertence ao Reino de Deus!

(Alessandra Viegas)